AQUI O AQUÍ

CFERNANDA VALADARES

 

24.07 a 29.08.2015

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AQUI O AQUÍ FERNANDA VALADARES

 


A Galeria Sancovsky apresenta a mostra individual AQUI O AQUÍ da artista Fernanda Valadares. Em sua primeira individual na Galeria, Fernanda exibe pinturas em encáustica, a série de objetos lonjuras e gravidade, objetos que são resquícios de uma ação. A exposição reúne um conjunto de obras que guarda profunda relação com o espaço e seu alcance, seja na amplitude da paisagem, ou na contenção do espaço construído.

 


Na série de pinturas em encáustica sobre compensado, a artista mostra espaços construídos esvaziados, onde tudo é retirado, dos detalhes da arquitetura aos elementos pictóricos. Os espaços escolhidos são lugares
existentes no mundo, e os títulos das pinturas remetem a prévia função do lugar. Agora vazios, os espaços perdem a funcionalidade e se aproximam; o próprio suporte se sobressai e passa a ser um elemento dessas arquiteturas vazias.

 


Lonjuras é uma série de caixas de imbuia que contém lâminas de vidro, camadas em que há horizontes - os Andes,cordilheira do nosso continente. A última lâmina, de espelho, reflete um pouco dessas camadas existentes na caixa, mas também o resto do que está na sala de exposição. O título “lonjura" sugere a distância entre o observador e as montanhas, que por sua escala revelam uma paisagem extensa, mas que estão contidas como
objetos precisos e diminutos, onde a imensidão acaba sendo a distância entre o observador, ele mesmo, e o lugar em que ele está.

 


Gravidade se espalha pela mostra e atinge seu ápice no fundo da Galeria. O trabalho é outra investigação sobre espaço e tempo. O trabalho se desenvolve a partir de cinco cubos de aço corten. Antes de serem montados, cada um deles recebeu uma camada de cera em seu interior, deixando reservado o perfil das montanhas (da serra gaúcha). Essas áreas reservadas entraram em contato com água e sal, e então as montanhas foram aparecendo com a oxidação. O espaço vai se formando com o tempo. Depois de fechado, um desses cubos é arremessado de um helicóptero a 500 pés de altitude. Este trabalho aponta um percurso vertical, inexorável, um breve intervalo de tempo; do instante em que algo é vítima de seu peso ao ser lançado no espaço, àquele em que inevitavelmente encontra o solo. Depois da queda, ficam apenas os destroços. O espaço outrora encaixotado, encontra o espaço pleno. A paisagem contida, arremessada na paisagem, encontra o limite, e o que estava contido se abre, e volta a ser um só – espaço.